Histórico:

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Pensávamos que a relação perfeita, consistia em ambos serem sujeitos e seres simultaneamente. No entanto percebemos que uma vez sujeito, sempre sujeito. E por dedução atribuímos tal critério aos seres também.

Tal descoberta pode soar um tanto pessimista, pois nos leva a crer que não há a existência da relação perfeita.

Porem, chegamos à conclusão de que na verdade, para a relação ser perfeita, o sujeito não tem que deixar de ser sujeito, e nem o ser deixar de ser ser, até mesmo porque ninguém deixa de ser si próprio da noite pro dia.

Mas o que ocorre, é que o ser, mesmo em sua posição de ser evoluído, idealiza em seu sujeito uma espécie de seu ser, e este tornar-se seu sujeito. Não porque se vê enquanto um alguém controlador e “dono da Situação” este não sente necessidade de se perder no outro, não vê enquanto ideal a relação desvairada onde não se sabe onde acaba um e começa o outro, estamos aqui vendo enquanto ideal uma situação onde ser ou não, o outro é algo onde nos vemos sem restrições. Um ser idealiza perder o controle, vê em seu sujeito à oportunidade de sentir-se frágil e sair de si. Já dissemos anteriormente que muito deste gozo é privado em função dos medos comuns aos seres, medo de ser vulnerável e sofrer, ora quem não sofre?

Deixar-se partir em direção ao desejo, talvez aí o grande conflito de um ser, ao “escolher” vivenciar um sujeito o ser busca alguém que o alivie desta dura e testemunhal posição de intocável, não conhece e não traça um caminho que o leve a posição de sujeito de seu sujeito, mas cobra que seu sujeito sozinho e sem pistas trace este caminho e o leve pela mão.

Tarefa árdua essa atribuída ao sujeito, pois “tira” a responsabilidade do ser (como já dissemos anteriormente), e acaba por destruir a idéia de livre arbítrio.

 

por Danilo Ramos e Marcelha Leone

 

 

Midi: “Sem Fantasia” – Oswaldo Montenegro e Tânia Maya

 

“Vem meu menino vadio, vem sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia,
Que da noite pro dia você não vai crescer
Vem, por favor não me evites,
Meu amor, meu convites
Minha dor meu apelos
Vou te envolver nos cabelos,
Vem perder-te em meus braços
Pelo amor de deus
Vem que eu te quero fraco,
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah! eu quero te dizer que o instante de te ver
Custou tanto penar, não vou me arrepender
Só vim te converncer
Que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
E quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
E quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei,
Nas discussões com deus
E agora que cheguei eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa dos carinhos teus”



- Postado por: Marcelha às 16h09
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